Emissão retrata as ações desenvolvidas em todo o país e faz menção à operação que será realizada no Pará
Brasília – Os Correios lançaram, nessa quinta-feira (18), o selo institucional alusivo à 100ª edição do Projeto Rondon – ação interministerial de cunho estratégico do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Defesa. A emissão retrata as importantes ações desenvolvidas em todo o país e faz menção à Operação Carimbó, que será realizada este ano no Pará.
O ato de obliteração foi conduzido pelo diretor de Operações da estatal, José Marcos Gomes, representando o presidente da empresa, Emmanoel Schmidt Rondon, e contou com a presença da secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo; o secretário de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais da pasta, Idervânio da Silva Costa; do general de Divisão, Ivan de Souza Corrêa Filho, representando os discípulos do legado do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, patrono das comunicações; o chefe da Representação do Governo do Estado do Pará no Distrito Federal, Rômulo Rodovalho Gomes.
Também participaram da solenidade a professora Doutora Janaína de Oliveira Alves e o professor Doutor Manoel Pereira, da Universidade de Brasília, representando as 2.720 instituições de ensino superior de todo o Brasil que já participaram do projeto. Além, ainda, do coordenador-geral do Projeto Rondon, coronel Euclides Soljenitsin, acompanhado das estudantes Jaqueline Neri da Silva e Mariana Rêgo de Moraes, ambas participantes da operação deste ano.

Durante o evento, Cinara Fredo falou sobre a sinergia entre o Projeto e os Correios, que promovem a integração nacional, que promovem a cidadania e têm um compromisso social de atender as regiões mais afastadas e até esquecidas. “Essa parceria é simbólica e começa lá na fonte: com a capilaridade logística, o conhecimento acadêmico e esse compromisso social. Essa celebração singela, mas marcante, reforça o valor da cooperação entre instituições públicas, entre a academia e a sociedade, e demonstra os resultados duradouros”, declarou a secretária-geral.
“É com imenso orgulho que o Ministério da Defesa, junto com os Correios, escreve mais esse importante capítulo na história do Projeto Rondon, com o lançamento do selo em comemoração à sua 100ª operação. Com esse ato simbólico, busca-se dar continuidade aos pioneiros passos do Marechal Rondon e manter viva a sua caminhada rumo à integração e ao pleno desenvolvimento social do Brasil”, afirmou Silva Costa ao agradecer aos Correios pela parceria na construção da homenagem.
Além de destacar a importância do projeto para a transformação de lugares e pessoas, o diretor de Operações dos Correios, lembrou que a estatal também acredita na força da presença e de chegar onde é preciso chegar, conectar brasileiros, oportunidades e serviços em todos os municípios do país. “O selo que lançamos hoje é mais do que uma homenagem. É um registro permanente de uma iniciativa que ajudou a aproximar brasileiros, fortalecer comunidades e construir um país mais integrado”, reforçou Gomes.

A emissão está disponível para encomenda nas principais agências e no site dos Correios.
Cidadania e soberania nacional
Consolidada como uma importante ferramenta de integração nacional, a iniciativa mobiliza professores e estudantes universitários para a criação de ações sociais e de extensão em comunidades brasileiras, promovendo cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. As atividades são voluntárias, direcionadas a populações em situação de vulnerabilidade social, prioritariamente nas regiões Norte e Nordeste.
O projeto possibilita aos jovens o contato direto com diferentes realidades do país e a aplicação prática do conhecimento acadêmico, ao mesmo tempo em que contribui para a melhoria da qualidade de vida das populações atendidas.
A Operação Carimbó será realizada entre os dias 9 e 25 de julho e vai reunir 368 rondonistas de 35 instituições de ensino superior. As equipes atuarão em 18 municípios paraenses, incluindo localidades da região do Araguaia e da Ilha do Marajó. A programação abrange ações nas áreas de cultura, educação, saúde, comunicação, meio ambiente, direitos humanos, trabalho, tecnologia e produção.
Criado em 1967, o Projeto Rondon surgiu num contexto de segurança nacional, com o lema “Integrar para não entregar”. A iniciativa nasceu de um estudo de sociologia desenvolvido na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, em 1966, no Rio de Janeiro, que analisava a relação entre militares e a sociedade brasileira.
A primeira missão, conhecida como Operação Zero, levou 30 estudantes e dois professores a Rondônia, em uma experiência que combinava pesquisa de campo e ações de assistência, em especial na área médica.

Extinto em 1989, o projeto foi retomado em 2005, sob coordenação do Ministério da Defesa, em Tabatinga (AM), com o slogan “Lição de vida e de cidadania”. A partir daí, firmou-se como uma ação interministerial que articula governo federal, universidades, estados, municípios e comunidades em torno de um objetivo comum: promover o desenvolvimento social por meio da troca de conhecimentos.
Ao longo de sua trajetória, o Projeto Rondon esteve presente em 1.416 municípios do Brasil, com a participação de mais de 27 mil rondonistas, que realizaram cerca de 2 milhões de atendimentos. Seu principal objetivo é o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a inclusão social e a redução de desigualdades regionais, visando ao fortalecimento da soberania nacional.
Com informações do Ministério da Defesa.