Indicadores mostram recuperação da regularidade das entregas e queda nas manifestações de clientes

Brasília – Cinco meses após o início do Plano de Reestruturação dos Correios, os indicadores operacionais já registram melhora na regularidade das entregas e na experiência dos clientes com os serviços da empresa.

Em fevereiro, o Índice de Entrega no Prazo (IEP) – indicador que mede o percentual de objetos entregues dentro do prazo previsto – alcançou 80,55%, avanço de 17,73 pontos percentuais em relação a janeiro. O resultado aponta recuperação da estabilidade operacional após um período de maior pressão sobre a rede logística.

A melhora na regularidade das entregas também começa a ser percebida pelos clientes. O Net Promoter Score (NPS), indicador internacional que mede satisfação e recomendação do serviço, registrou alta de 17,6 pontos em relação ao mês anterior, indicando evolução na experiência de quem utiliza os serviços dos Correios.

Quando a operação ganha mais regularidade, os clientes tendem a recorrer menos aos canais de atendimento. Em fevereiro, essa mudança já aparece nos números.

No Fale Conosco, principal canal de manifestações de clientes, houve redução de 50,3% nos registros em relação a janeiro. Na Ouvidoria, a queda foi de 22% no mesmo período.

A leitura conjunta dos indicadores mostra um movimento consistente: maior regularidade nas entregas, melhora na percepção dos clientes e diminuição na necessidade de registrar reclamações. Os resultados indicam que o processo de reorganização da empresa começa a produzir efeitos na operação. O momento agora é consolidar os avanços e seguir elevando a qualidade do serviço prestado à população.

Plano de Reestruturação – Lançado em outubro de 2025, o Plano reúne medidas voltadas à recuperação da sustentabilidade financeira dos Correios e ao fortalecimento da eficiência da operação logística.

A primeira etapa concentrou esforços na reorganização financeira da empresa, recomposição da liquidez e normalização do fluxo operacional, criando condições para reduzir pressões sobre a rede logística e restabelecer maior previsibilidade nas entregas.

Nas próximas fases, o plano prevê aprofundar a gestão por desempenho, modernização da infraestrutura logística, melhoria de processos e evolução contínua da experiência do cliente, com acompanhamento permanente dos indicadores operacionais.