Resultado trimestral apresenta melhora em relação ao início do ano, enquanto a empresa mantém o foco na recuperação das receitas, na eficiência operacional e no fortalecimento de sua estrutura financeira
Brasília – Os Correios encerraram o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões, resultado 24,4% inferior ao registrado no primeiro trimestre, quando o saldo negativo alcançou R$ 3,16 bilhões.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, os Correios registraram evolução em indicadores de desempenho. A receita líquida cresceu 3,8%, passando de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. No mesmo período, o resultado negativo antes do resultado financeiro foi reduzido em aproximadamente 25%, de R$ 2,52 bilhões para R$ 1,89 bilhão, representando uma melhora de cerca de R$ 630 milhões.
Esses movimentos ocorreram em um contexto de implementação do Plano de Reestruturação, que contempla medidas voltadas à revisão de despesas e contratos, à reorganização da companhia, ao aumento da eficiência operacional e ao fortalecimento da geração de receitas. O desempenho do período, contudo, também foi influenciado pelas despesas financeiras e pela dinâmica das contingências judiciais e dos precatórios.
No campo financeiro, a companhia avançou no reperfilamento de suas obrigações. A operação de crédito de R$ 12 bilhões, com garantia da União e vencimento de longo prazo, contribuiu para assegurar condições de liquidez, alongar o perfil do endividamento e regularizar compromissos de curto prazo.
O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade e execução consistente das medidas de reestruturação. A prioridade dos Correios é a recuperação sustentável das receitas, o aumento da eficiência operacional, a revisão de despesas e contratos e a modernização do modelo de negócios, preservando a qualidade e a cobertura dos serviços prestados à população.