Público vai conhecer um conjunto inédito de obras do renomado artista plástico brasileiro Alexandre Rapoport (1929–2020)

Rio de Janeiro – “A música de Rapoport – harmonia dos traços” chega ao Centro Cultural Correios Rio de Janeiro (CCCRJ) para celebrar a trajetória do artista plástico Alexandre Rapoport (1929–2020). A exposição apresenta um recorte significativo da produção do artista e evidencia sua aproximação com questões da arte contemporânea, especialmente a relação entre som e imagem. A abertura ocorre no dia 13 de maio, a partir das 16h, e a visitação pode ser feita até dia 27 de junho, de terça a domingo, das 12h às 19h. A classificação é livre e a entrada é gratuita.

Reunindo cerca de 40 obras — entre gravuras, desenhos, técnicas mistas, pinturas e esculturas — a mostra apresenta ao público um conjunto inédito, nunca antes exibido. O eixo conceitual da exposição parte da ação invisível da música sobre o corpo e o espaço. Em cada obra, a música se traduz em linhas, formas e volumes, configurando uma linguagem visual que articula ritmo, estrutura e sensibilidade.

Por meio das diversas técnicas exploradas pelo artista, observa-se uma obra estruturada pela geometria, mas suavizada pela poesia — marca recorrente de sua produção —, na qual se destaca uma visão lúdica, luminosa e otimista do mundo.

Biografia

Alexandre Rapoport (Rio de Janeiro, 1929–2020) foi pintor, arquiteto, gravador e desenhista. Iniciou sua prática artística como autodidata, antes mesmo de ingressar, em 1948, na Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual FAU-UFRJ).

Graduou-se na Escola Nacional de Belas Artes, onde estudou desenho e gravura, passando desde então a participar de exposições coletivas no Museu Nacional de Belas Artes e no Ministério da Educação e Cultura. Em 1949, teve contato com a obra de Candido Portinari, que exerceu influência em sua produção inicial.

Recebeu menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes (1951 e 1952), nas categorias pintura e desenho/artes gráficas. Em 1954, foi contemplado com o prêmio de isenção de júri no Salão Nacional de Arte Moderna e com o prêmio de aquisição da Comissão Nacional de Belas Artes.

Entre 1953 e 1966, atuou como professor de composição na instituição onde se formou. Paralelamente, entre 1956 e 1972, dedicou-se ao desenho industrial, período em que fundou a Módulo Arquitetura de Interiores, desenvolvendo projetos de mobiliário e objetos.

Sua obra integra coleções particulares e institucionais no Brasil e no exterior, com presença em cidades como Antuérpia, Buenos Aires, Jerusalém, Londres, Nova York, Paris, Roma, Tóquio, Viena, Washington e Zurique, além de agências do Banco do Brasil na Europa, África e América.

Mostras Individuais (seleção) 1955 – Galeria Oca (RJ) – pinturas e gravuras 1956 a 1959 – Galeria Módulo (RJ) – pinturas 1966 – Galeria Varanda (RJ) – pinturas 1966 a 1970 – Ponto de Arte (RJ) – pinturas 1968 – Galeria Guignard (BH) – pinturas 1970 a 1974 – Mini Gallery (RJ) – pinturas 1976 – Galeria de Arte Ipanema (RJ) – pinturas 1977 – Galeria Sergio Milliet / Funarte (RJ) – pinturas 1977 – Retrospectiva na Escola Nacional de Belas Artes 1980 – Trevo Galeria de Arte (RJ) – pinturas 1983 – Ranulpho Galeria de Arte (SP) – pinturas 1987 – Galeria Grossman (SP) – quadros redondos 1993 – Galeria Frankfurt (Alemanha) – desenhos 2002 – Casa de Cultura Laura Alvim (RJ) – desenhos 2006 – Errol Flynn Galeria de Arte (MG) – pinturas 2008 a 2012 – TNT Galeria de Arte (RJ) – pinturas 2014 – Centro Cultural Correios (RJ) – O Rio de Rapoport – técnicas mistas Mostras Coletivas (seleção).

Participou de importantes exposições no Brasil e no exterior, incluindo: Salões Nacionais de Belas Artes e de Arte Moderna, Panorama da Arte Atual Brasileira – Museu de Arte Moderna de São Paulo, IX Bienal de São Paulo, exposições internacionais em Seattle, Leipzig, Gotemburgo e Salônica, mostras em Buenos Aires, Toronto, Caracas, Nova York e Paris Bibliografia (seleção) Panorama de Arte Moderna no Brasil – Mário Barata Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos – MEC Dicionário de Pintores Brasileiros – Walmir Ayala Dicionário Crítico da Pintura no Brasil Enciclopédia Delta Larousse.

Crítica

“… com a pura espontaneidade de um livre exercício de infância e a sabedoria de um pensador que acumula a iconografia do seu tempo, Rapoport compõe lições de equilibrismo, recriando o espaço nos termos de uma tridimensionalidade ilusória...” — Walmir Ayala, Jornal do Brasil, 1973.

Serviço

Exposição: A música de Rapoport – harmonia dos traços 
Artista: Alexandre Rapoport (1929–2020)
Abertura: 13 de maio (quarta-feira), às 16h
Visitação: de 14 de maio a 27 de junho – de terça a domingo, das 12h às 19h
Entrada: gratuita
Classificação: livre
Acessibilidade: espaço com acessibilidade para pessoa com mobilidade reduzida