Existe uma narrativa de que os Correios teriam recorrido a recursos do governo para “salvar a empresa”. Isso não é verdade. Os Correios nunca receberam aporte para cobrir prejuízo ou sustentar sua operação.

A empresa reafirma a solidez de seu modelo de negócio, baseado na geração de receitas próprias para o financiamento de suas atividades e investimentos. Diferentemente de interpretações recentes, a estatal não depende de recursos do Tesouro Nacional para sua manutenção, operando de forma autossuficiente nos mercados de logística, serviços financeiros e comércio eletrônico.

O atual Plano de Reestruturação está em pleno vigor e direciona recursos gerados pela própria operação para a modernização da malha logística e para o fortalecimento da missão pública de integração nacional. A prioridade da gestão até 2027 é assegurar sustentabilidade econômico-financeira, eficiência operacional e ampliação da qualidade dos serviços, mantendo a presença em todos os 5.570 municípios brasileiros como ativo estratégico para o desenvolvimento do país — sem ônus ao contribuinte.

Os Correios arrecadaram e transportaram mais de 30 mil toneladas de donativos para atender a população gaúcha afetada pelas fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, em maio de 2024.

É importante contextualizar que outras empresas públicas operam com incentivos institucionais específicos vinculados a suas atribuições.

Os Correios, por sua vez, executam política pública de caráter universal — garantindo capilaridade nacional, inclusão logística e acesso a serviços essenciais — sem receber contrapartida orçamentária por essa presença territorial. Ao contrário: em períodos de resultado positivo, a empresa repassou dividendos à União.

O debate, portanto, não se trata de pleitear recursos, mas de reconhecer de forma equilibrada o papel estratégico que os Correios já exercem para o país. A empresa segue comprometida com eficiência, responsabilidade fiscal e entrega de valor à sociedade brasileira.